domingo, 11 de janeiro de 2009

† Campa Perpétua †




... E quando nos véus níveos d’aurora,
Letargos infindos que senti de outrora,
Fizeram-se nostalgias dolentes de agora,



Oh anestesia-me os olhos o cerne que deplora!
Em meu semblante orvalhado de lágrimas,

De meus cílios inermes abluídos de lástimas,
Deite-me no firmamento crisólito outoniço,
E meu espírito deixa-o acalentar mortiço.





Culminou minha saudade inamissível,
E tão longínquo cada vez mais ininteligível,
Faz-se o enamorado sorrir indubitável.

Até! Quando tuas reminiscências ficarem a ornamentar,
A minha campa com as rosas carmim a namorar,
A colossal cruz celta e o epitáfio eu deixarei para ti rememorar...






Escito por : Derek Nosferatu

12 comentários:

Anônimo disse...

cabuloso, porem bonito.

bjosss...

Pena disse...

Simpática Amiga:
Não tenho a certeza, mas penso que fala de uma "perda" humana. De qual carácter, ignoro.
Sei que as palavras são ricas e meticulosas na dolorosa expressão...
"...Culminou minha saudade inamissível,
E tão longínquo cada vez mais ininteligível,
Faz-se o enamorado sorrir indubitável.

Até! Quando tuas reminiscências ficarem a ornamentar,
A minha campa com as rosas carmim a namorar,
A colossal cruz celta e o epitáfio eu deixarei para ti rememorar..."

Uma "perda" amorosa...? Uma perda "real"/existencial...?
Deixar-me-á sempre na dúvida...!
Apesar de tudo um poema genial, seja qual for o motivo...

Beijinhos agradecidos de muito respeito, estima e consideração.
Com cordialidade amizade

pena

OBRIGADO pela simpática visita e pelas palavras doces lá expressas.
OBRIGADO, amiga!

Paula Barros disse...

Muito bonito seu blog, gostei muito. Principalmente do que está escrito por você. Uma escrita que vai fluindo, deixando vir o pensamento, fazendo pensar.

obrigada pela visita e estou linkando seu blog.

boa sexta, abraços.

As Chamas do Fénix disse...

Por vezes os sentires são tão sentidos que escorrem por linhas de sangue vivo...

Uma Grande Chama para ti...Beijos

Thays Lima disse...

Achei lindo!
você escreve muito bem!
bju

Aмbзr Ѽ disse...

parabens, moça... belo vocabulário, tão rebuscado e perfeito, parabens também pelo cuidado com as rimas! caso se interesse, de uma olhada no meu blog. adoraria fazer parceira. o conteúdo de seus textos é muito rico!

Ignea Vate disse...

"... E quando nos véus níveos d’aurora,
Letargos infindos que senti de outrora,
Fizeram-se nostalgias dolentes de agora,..."

Oh minha querida...
Sinto-me linsongeada por sua presença...
Irei voltar sim, =)
ja deu pra por algumas poucoas coisas em ordem, obrigada pela compreenção...
Voce é muito querida por mim!
=)
Um forte abraço...
Fiquei bem.

Tríade disse...

Uiiii alguma tristeza por aqui...
No entanto um blog bonito.
Parabéns!

Anônimo disse...

Belo poema. É uma pena que o que está escrito não possa ser sentido por mim, necessitaria de uma gotinha a mais de calor humano; mas não deixa de ser um belo poema.

Parabéns pelo espaço.

Anônimo disse...

Oi!daqui o site www.superbetty.blogspot.com! Obrigada por comentar o meu blog... também gosto muito daqueles excertos que você escreveu.
A música é também a minha vida! Continua a mandar coments... tb o vou fazer.. (adoro kd mandam coments!)
Já sabes que podes encomendar tudo o que quisers para o teu site ou blog! é só pedir ! mts bjs

Rodrigo Costa disse...

Muito interessante. O vocabulario usado tornou o texto muito inusitado. Não é algo q se vê todo dia...

Obrigado por ter deixado mais um comentário lá no meu blog. Por motivos de trabalho, eu fiquei um tempo longe da net, mas vou ver se nesse domingo mesmo faço alguma postagem.

Ah! O estilo daquela musica é Death Metal. O nome da banda é simplesmente "Death". Essa banda possui otimas letras.

Obrigado pela atenção.

Giovana Peres disse...

gostei muito de tuas poesias , também dos teus gostos , como derek nosferatu , cecilia e outros.

continue sempre !
beeijo :*