
... E quando nos véus níveos d’aurora,
Letargos infindos que senti de outrora,
Fizeram-se nostalgias dolentes de agora,
Oh anestesia-me os olhos o cerne que deplora!
Em meu semblante orvalhado de lágrimas,
De meus cílios inermes abluídos de lástimas,
Deite-me no firmamento crisólito outoniço,
E meu espírito deixa-o acalentar mortiço.
Culminou minha saudade inamissível,
E tão longínquo cada vez mais ininteligível,
Faz-se o enamorado sorrir indubitável.
Até! Quando tuas reminiscências ficarem a ornamentar,
A minha campa com as rosas carmim a namorar,
A colossal cruz celta e o epitáfio eu deixarei para ti rememorar...
Escito por : Derek Nosferatu
